Antissemitismo e Holocausto
Três anos depois da campanha inédita no Corinthians, a Tech & Soul e o Memorial do Holocausto de São Paulo ampliaram a ação. Em novembro de 2022, os clubes do Brasileirão receberam uma carta-convite, um livro com histórias de sobreviventes do Holocausto e uma cartela com estrelas de David amarelas, feitas em adesivos autocolantes, para serem aplicadas em camisas de jogo.
A caixa repetia a mensagem “Uma estrela para não esquecer” e um texto que explicava a importância do símbolo e da homenagem. Diversos clubes abraçaram a iniciativa. Nos anos seguintes, a campanha tornou-se orgânica e espontânea. Não apenas com versões de estrelas de David estampando camisas de jogo, mas com visibilidade também nas redes sociais e nos canais oficiais.
Na prática, os maiores clubes do país incorporaram, em seus calendários, duas das principais datas de memória da tragédia: 27 de janeiro, Dia Internacional em Memória às Vítimas do Holocausto; e 9 de novembro, data da Noite dos Cristais e atualmente o Dia Internacional de Combate ao Fascismo e ao Antissemitismo.
Iniciativas de luta contra o antissemitismo são também comuns no cenário esportivo europeu. Na Inglaterra, a Premier League adota ações envolvendo clubes, parceiros e as próprias torcidas. Organizações como a Holocaust Educational Trust e a Kick It Out realizam oficinas nas categorias de base e nos estafes profissionais. Já a iniciativa NOA (Networks Overcoming Antisemitism) trabalha com clubes alemães e holandeses, incluindo visitas ao complexo de extermínio nazista de Auschwitz-Birkenau. Esforços similares existem na Itália, na França e na Áustria.